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Professora do IFMA Pinheiro integra a nova geração de escritoras negras brasileiras

O conto “O vestido de Carolina”, de autoria de Karlana Bianca Sousa, foi publicado na coletânea “Carolinas”

Por: Assessoria de Comunicação do IFMA

A professora do IFMA Campus Pinheiro, Karlana Bianca Sousa, publicou seu primeiro conto na coletânea Carolinas, lançada pela editora Bazar do Tempo em abril deste ano. Intitulado “O vestido de Carolina”, o conto mistura ficção, memórias familiares e futuros possíveis, dando protagonismo à mulher negra.

Ela participou do projeto juntamente com outras 25 mulheres, sob a orientação do escritor baiano Itamar Viera Júnior, ganhador dos prêmios Leya (2018), Jabuti (2020) e Oceanos (2020).“Eu trouxe imagens da minha avó e da minha tia avó com aspectos, problemas familiares, lugares e ‘não lugares’ da mulher negra”, ressalta a escritora Karlana. “A ideia é que o livro ecoe, como uma revolução mesmo, convidando outras mulheres negras a contarem suas histórias, escreverem ficção e retomarem suas potências através da literatura”, complementa.

A coletânea  homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus e reúne histórias escritas por 180 mulheres que participaram do projeto “Uma revolução chamada Carolina”, da Feira Literária da Periferia (FLUP), em comemoração aos 60 anos de lançamento do livro “Quarto de despejo”. Essa é a obra mais conhecida de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), mulher negra, favelada, mãe solo de três filhos que decidiu ser escritora. Ela trabalhava como catadora e escrevia nos cadernos e papeis que encontrava nas ruas de São Paulo. Hoje, seu livro, lançado com a colaboração do jornalista paulista Audálio Dantas (que a conheceu na Favela do Canindé), tornou-se um best-seller. Foi traduzido em 13 idiomas, lançado em 40 países e já bateu a marca de um milhão de exemplares vendidos.

A coletânea Carolinas está à venda no site da livraria Bazar do Tempo.

O projeto literário

A escritora Carolina Maria de Jesus, nascida em 1914 na cidade de Sacramento, em Minas Gerais e falecida em 1977 na cidade de São Paulo, teve uma trajetória espetacular no mundo das letras. Mulher negra, favelada, mãe solo de três filhos, ela decide ser escritora.

A escritora tem uma obra vasta: lançou quatro livros em vida e teve seis obras póstumas lançadas.  Grande parte de sua obra será relançada pela editora Companhia da Letras, no segundo semestre desse ano.

Após 43 anos de sua morte, Carolina Maria de Jesus ainda inspira as “suas”.  Foi com esse intuito que a FLUP-Feira Literária da Periferia lançou, em 2020, o chamado para a participação no projeto: “Uma revolução chamada Carolina” em comemoração aos 60 anos do lançamento do livro “Quarto de despejo”. Devido ao contexto de pandemia o projeto foi realizado de forma on-line, convocando mulheres autodeclaras negras, para embarcarem nessa revolução. Foram mais de 400 inscrições e 180 selecionadas que participaram de mesas formativas e tiveram encontros de orientação (on-line) com escritores renomados, como Eliane Alves Cruz e Itamar Viera Junior, autor do premido livro “Torto Arado”. O resultado do processo formativo foi a coletânea “Carolinas”, em que a professora Karlana Bianca estreou como escritora.

Os debates/lives do processo de formação da FLUP- “Uma revolução chamada Carolina” estão disponíveis no canal da FLUP-RJ no YouTube.

PerfilKarlana Bianca Sousa

Pedagoga formada pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Mestra em Memória: linguagem e sociedade pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-(UESB). Especialista em Práticas Assertivas para a Educação Profissional Integrada à EJA com ênfase em didática (IFRN) e em Orientação Educacional, Supervisão e Gestão Escolar (Faculdade Santa Fé).

Linha de pesquisa: memória, cultura e educação. Áreas de interesse: educação e memória; espaços de memória; memórias de mulheres/adolescentes negras.

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