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Pesquisadores da Uema realizam estudo para desenvolvimento de protocolos para produção de mudas micropropagadas de espécies frutíferas

Por: Priscila Abreu - UEMA

Foto: Rafael Carvalho

A micropropagação é uma ferramenta biotecnológica importante para agricultura, pois a partir de técnicas desenvolvidas em laboratórios, torna-se possível propagar plantas livres de doenças, realizar o rejuvenescimento, produzir de forma massal mudas clonais de materiais genéticos produtivos, auxiliar na domesticação e melhoramento genético de plantas e contribuir para conservação de espécies em risco de extinção.

Dentro da Universidade Estadual do Maranhão a micropropagação segue a linha de pesquisa coordenadas por Professores dos Programas de Pós-Graduação em Agroecologia e Agricultura e Ambiente, a partir de diversos projetos de pesquisa aprovados por agência de fomento e também por um grupo composto por estudantes de graduação, mestrado e doutorado. O trabalho também engloba parceria com outras instituições.

A equipe de professores envolvidos é composta por: Prof. Dr. Fábio Afonso Mazzei Moura de Assis Figueiredo (DZ/CCA), Prof. Dr. Fabrício Oliveira Reis (DQB/CECEN) , Prof. Dr. Marcos Vinicius Marques (Pesquisador Sênior PPGAA), Prof. Dra. Thais Roseli Corrêa (DFF/CCA) e Prof. Dr. Tiago Massi Ferraz (DZ/CCA).

Foto: Rafael Carvalho

Para a produção de espécies frutíferas, a micropropagação a partir das técnicas da cultura de células e tecidos vegetais, vêm sendo utilizada de maneira crescente no mundo. No Brasil existem diversos laboratórios em diferentes regiões, que produzem plantas utilizando estas técnicas, o que garante o acesso rápido dos agricultores às mudas de qualidades, a sincronização das colheitas, resultando em progressos e inovações no desenvolvimento da agricultura.

Desde 2018, pesquisadores do Laboratório de Cultura de Tecidos da Universidade Estadual do Maranhão (LCT/UEMA)  desenvolvem trabalhos relacionados a micropropagação de diversas plantas, dentre elas, frutíferas de grande importância para o nosso Estado.”

Estas pesquisas são relevantes sob o ponto de vista de conhecimento e conservação de espécies nativas do estado, além do desenvolvimento de protocolos de estabelecimento in vitro e propagação em larga escala destas plantas, tais pesquisas trarão inúmeras possibilidades quanto exploração mercadológica de plantas como a bananeira, bacurizeiro e o abacaxizeiro Turiaçu”, ressalta a Prof. Dra. Thais Roseli Corrêa.

Além de detenção de um conhecimento biotecnológico, fundamental para o estado do Maranhão, as pesquisas desenvolvidas no LCT/UEMA apresentam grande importância social e econômica, pois futuramente, serão produzidas mudas de qualidade e em larga escala, o que garantirão uniformidade na produção dos agricultores do Estado, proporcionando assim um aumento da oferta dos frutos e visando um cenário de cultivo, extração, beneficiamento e exportação de matéria-prima.

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